O homem que falava serpentês

Nossa, preciso demais compartilhar esse achado incrível! Encontrei “The man who spoke snakish” (tradução livre: “O homem que falava serpentês — ou a língua das cobras”), do estoniano Andrus Kivirähk, num sebo maravilhoso em Kreuzberg chamado Another Country (dica do querido Ricardo Beggiato).

O autor é um jornalista, contista, escritor de livros infantis e foi premiado por essa obra na França. Gente, como pode uma pessoa ter tanta imaginação?

A história se passa na Estônia, num tempo indeterminado que mistura vilarejos da Idade Média com humanos ancestrais. 

O protagonista, chamado Leemet, vive na floresta onde quase não dá para ver o céu, e vai contando a história de sua família.

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Para educar o seu nariz

Sempre fui fascinada em entender como nossos sentidos nos ajudam a perceber o mundo; essa compreensão é fundamental para quem se interessa por criatividade e inovação, pois o tema está diretamente relacionado à maneira como a gente expande nosso repertório e desenvolve novas ideias.

Pois o olfato é um dos nossos sensores mais poderosos; nosso narizes têm neurônios dentro — é o único sentido com acesso direto ao nosso cérebro (leia aqui a resenha de dois livros que exploram melhor a questão: Gastrofísica e O Cheiro das Coisas).

Agora imagine como fiquei feliz ao ser convidada para fazer parte da turma piloto do workshop que meu querido amigo Caio Mecca montou em conjunto com a competentíssima Stephanie Caires.

Caio Mecca e Stephanie Caires

Caio é engenheiro químico e criou o primeiro blog de resenhas e perfumes do Brasil (aqui o link); mora em Berlim há alguns anos e já foi nosso entrevistado no Berlim Tech Talks

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Kindred

Nada como ter amigas cultas e antenadas, né? Pois tenho o privilégio de ter a Ariane de Melo (escritora, que usa o pseudônimo C.A. Saltoris) e a maravilhosa jornalista Noemia Colonna. Foram elas que me apresentaram o termo afrofuturismo (já tinha ouvido falar, mas não sabia exatamente o que era).

Pois o afrofuturismo combina elementos de ficção científica, ficção histórica, realismo mágico e arte africana em obras artísticas em suas várias formas. Na literatura, um de seus expoentes é a americana Octavia E. Butler, que eu não conhecia. 

Octavia (1947-2006) ganhou vários prêmios de ficção científica e comecei a ler sua obra pelo romance “Kindred” (numa tradução livre seria algo como “Parentesco”, mas no Brasil o título foi traduzido como “Kindred: laços de sangue”).

A história é dessas em que você começa e não consegue mais largar. 

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A síndrome do “é de casa”

Vamos falar nos relacionamentos (e clientes) novos e antigos: quem é tratado com mais cuidado e deferência? 

Dá uma olhada para ver se você está tratando como VIP quem merece mesmo.

Depois conta pra gente se rolou algum upgrade por aí…

Se você quiser baixar a apresentação (sem os memes…rsrs), é só clicar aqui.

A voz na sua cabeça

Graças ao Moacyr Monteiro, esse livro chegou às minhas mãos; foi ele quem leu, gostou e me indicou. Só posso dizer: adorei! Muito obrigada, Moacyr! Você tinha toda razão!

Chatter: The voice in Our Head (and How to Harness It)” (tradução livre: “Falatório: a voz na nossa cabeça e como aproveitar isso”), de Ethan Kross fala sobre aquela voz que fica na nossa cabeça tagarelando o tempo todo quando a gente quer se concentrar e fazer uma meditação, por exemplo.

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A máquina de fazer espanhóis

Tudo o que eu sabia sobre o Walter Hugo Mãe é que ele era um escritor português muito premiado e mais nada. 

Agora, pesquisando um pouco mais, descobri que o moço, que na verdade nasceu em Angola,  também é poeta, compositor, autor infantil, artista plástico, apresentador de televisão e cantor. E ele só tem 51 anos!

Pois quando o romance “A máquina de fazer espanhóis” foi escolhido como o livro desse mês do Clube do Livro de Münster, fiquei muito feliz! A edição da Biblioteca Azul é uma das mais lindas que já vi; o livro tem corte colorido (a lateral das páginas é pink), ilustrações belíssimas e, supremo luxo, um prefácio carinhoso de Caetano Veloso.

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Em cada espelho ela é negra

Comprei “In every mirror she’s black” (tradução livre: “Em cada espelho ela é negra”), de Lolá Ákínmádé Åkerström, por indicação das minhas queridas e cultas amigas Noemia Colonna, Gabriela da Paz e Michelle Ferreira, numa conversa que tivemos sobre literatura e escritoras negras. Estava também a Ariane de Melo, que por sinal é escritora (ainda vou resenhar os romances dela aqui).

Essas moças não dão palpite furado nunca! Passei vários dias em companhia de três mulheres negras que, por questões diversas, vieram parar em Estocolmo, Suécia (ainda na minha lista para visitar).

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O homicida que mora em nós

Nesse pocket texto, falamos sobre a importância de valorizar o tempo que alguém nos dedica. Será que não estamos matando pessoas sem querer?

Se preferir salvar a apresentação em formato pdf, basta clicar aqui. Tem também um texto publicado há alguns anos com o mesmo conteúdo aqui.

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Recursão

Sem brincadeira: estou cada vez mais convencida de que Blake Crouch, autor de “Dark Matter” (leia resenha aqui) é uma das pessoas mais criativas que estão atualmente vivendo nesse planeta. E “Recursion“é uma evidência indiscutível. Como pode uma pessoa ter tantas ideias geniais?

Vamos lá. A história começa com Barry Sutton, um investigador de polícia, indo atender a uma ameaça de suicídio. Uma mulher quer se jogar do alto do 41o andar de um prédio em New York. Ela diz que se lembra de uma vida onde era casada e tinha um filho, bem diferente da que leva hoje, solteira e executiva. Foi atrás de quem seria supostamente seu marido e ele não a reconhece. É como se ela vivesse duas vidas paralelas em uma e não está dando conta. Ela não aguenta mais. E acaba se jogando.

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Faça planos

Tem alguma questão mal resolvida que está atormentando a sua vida e não sai da cabeça?

Pois saiba que o efeito Zeigarnik pode ajudar você a lidar com isso.

Para saber como, é só ler o pocket texto dessa semana!

Se quiser o arquivo em formato pdf (sem os memes..rs), é só clicar aqui.

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